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15. set de 2019
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Mononucleose | A doença do beijo

Beijo

Mononucleose, popularmente conhecida com “A Doença do Beijo”, é uma infecção viral causada pelo vírus Epstein-Barr. É transmitido de humano para humano através da saliva. Por esse motivo ganhou este apelido “carinhoso”.

Além do beijo, a mononucleose pode ser transmitida através de tosse, espirro, objetos como copos e talheres ou qualquer outro modo onde haja contato com a saliva de uma pessoa contaminada.

Quem está suscetível a desenvolver a doença?

Trata-se de uma síndrome infecciosa, que tem maior prevalência em crianças e em adultos jovens entre 15 a 25 anos, porém qualquer pessoa está suscetível a desenvolver a doença.

Qual o período de incubação da doença?

Um indivíduo infectado pelo Epstein-Barr pode manter-se com o vírus na sua orogaringe por até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. É por isso que a maioria das pessoas que desenvolve mononucleose não se recorda de ter tido contto com alguém doente: A própria pessoa que transmite o vírus também nem sequer imagina que ainda possa transmiti-lo.

Quais os sintomas?

Muitos casos são assintomáticos. Pode apresentar febre (geralmente alta), dor de garganta, mal-estar geral, dor articular inespecífica, aumento dos gânglios do pescoço, aumento do fígado e do baço e/ou vermelhidão na pele.

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através da associação da clínica do paciente com exames de sangue que incluem hemograma com sorologias que irão confirmar ou não o contato prévio com o vírus do Epstein-Barr.

É possível confundir com alguma doença?

Muitas vezes um quadro de mononucleose pode se parecer com uma amigdalite bacteriana, e apenas um especialista conseguirá ajudar na diferenciação do caso. É fundamental a consulta com um especialista (Infectologista) uma vez que o tratamento das duas doenças é muito diferente.

E qual o tratamento da Mononucleose?

O tratamento envolve repouso, líquidos, analgésicos e antibióticos. Não existe indicação de antibiótico, uma vez que trata-se de um vírus como agente causador da doença.

É necessário internação hospitalar?

Em alguns casos, o paciente apresenta um estado geral tão debilitado que precisa de internação para receber hidratação endovenosa e sintomáticos de forma endovenosa. Isso geralmente ocorre de forma curta e breve, não passando mais do que 5 a 7 dias no hospital.

Quanto tempo demora para a recuperação?

O tempo de recuperação varia muito entre os pacientes, a maioria recupera-se em poucas semanas.

Existe alguma forma de prevenção?

Vacinas ainda estão em desenvolvimento. Lembre-se sempre de usar álcool em gel e higienizar bem as mãos. Não é necessário o isolamento do paciente na fase aguda. O ideal é evitar contato com saliva de pessoas, evitando compartilhar copos, talheres e, é claro, o beijo.

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