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20. abr de 2018
DICAS HELP,Saúde,Urgência,Vida

As doenças respiratórias mais comuns do outono

Apesar de muitas regiões do Brasil ainda apresentarem temperaturas de verão, o outono já começou e a tendência é que os termômetros registrem baixas nos próximos dias. Durante esta estação, a diminuição das temperaturas e o tempo mais seco favorecem a ocorrência de doenças como rinite, sinusite, laringite, bronquite e asma.

Confira algumas informações sobre cada uma delas, seus sintomas e como tentar evitar as crises. Lembre-se sempre que, apesar da eficácia de algumas dicas, é imprescindível o acompanhamento médico para tratamento de todas elas.

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Rinite

A Rinite Alérgica pode acontecer quando a pessoa inala partículas consideradas estranhas ao organismo – os alérgenos. As crises ocorrem pois o sistema imunológico de quem sofre da doença reage de maneira muito intensa à entrada dessas substâncias estranhas. Contato com poeira doméstica e pólen são as principais causas, além de determinados alimentos.

Os sintomas mais comuns são espirros, irritação na pele, no nariz, na boca e nos olhos e lacrimejamento.  Congestão nasal, diminuição da audição e do olfato, dor de cabeça, olheiras, inchaço nos olhos, fadiga e cefaleia também são sinais comuns.

As crises podem ser evitadas e os sintomas suavizados com algumas medidas simples. Cuide para que cortinas, tapetes e brinquedos de pelúcia não fiquem dentro de quartos ou ambientes fechados. Evite o uso de ar condicionado e não se exponha a lugares com fumaça de cigarro e poluição em excesso. Além disso, é importante manter uma alimentação que seja rica em vitaminas C (limão, laranja, goiaba, brócolis, morango, kiwi, etc)  e D (através de exposições diárias a 15 minutos de sol e consumo de peixes como salmão, sardinha e arenque).

Sinusite

A sinusite é uma inflamação que ocorre na mucosa dos seios da face, nas cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos. Pode ser causada pelo contato com bactérias e fungos ou ter origem por fatores alérgicos despertados por choques térmicos, mudanças bruscas de temperatura e sensibilidade a odores fortes. Gripes, infecções odontológicas, desvio de septo e tabagismo também são fatores de risco. A sinusite pode ser crônica – quando o inchaço nos seios nasais se prolonga por mais de 12 semanas – ou aguda, quando permanece por período igual ou inferior a este período.

Os principais sintomas da sinusite são dor ou pressão na face, redução ou perda do olfato, dores de ouvido e maxilar, tosse, garganta inflamada, mau hálito e fadiga.

Algumas ações simples podem amenizar ou evitar as crises. Uma delas é o consumo de chá feito com vinagre de maçã e mel. Outra dica comumente praticada é inalar o vapor da mistura de água fervida e menta. Sucos de espinafre, hortelã e cenoura também podem auxiliar.

Laringite

Trata-se da  inflamação na laringe, estrutura cilíndrica que protege as cordas vocais. A laringite pode ocorrer nas versões aguda, quando causada por vírus ou uso excessivo da voz; ou crônica, quando as crises duram mais de uma semana e são causadas por fatores como tabagismo, uso excessivo de bebidas alcoólicas, reações alérgicas, sinusite crônica e infecções bacterianas, fúngicas ou parasitárias.

Os principais sintomas da laringite são tosses secas, dor de garganta, perda da voz, febre, dor e dificuldade para engolir e sensação de caroço no pescoço.

Para evitar ou amenizar as crises, beba bastante água para hidratar as cordas vocais, faça gargarejos com água morna salgada, use umidificadores e inaladores e evite o uso de descongestionantes, pois eles deixam a garganta ainda mais seca. Além destas medidas, jamais fume, mantenha-se longe da fumaça e evite o excesso de álcool, cafeína e alimentos picantes. Em contrapartida, consuma muitas fibras, frutas e legumes.

Bronquite

A bronquite é a inflamação dos tubos que levam oxigênio até os pulmões, conhecidos como brônquios. Ela pode ocorrer na forma aguda, quando os sintomas permanecem por algumas semanas e vão embora; ou de maneira crônica, quando a doença acompanha o paciente pela vida toda. Pessoas alérgicas também entram no grupo de risco quando em contato com elementos como poeira doméstica, ácaro, pólen e fumaça.

Geralmente, a bronquite se manifesta com falta de ar, irritação na garganta, pigarro constante, tosse com secreção, chiado e dor no peito. Entre os fatores de risco estão o tabagismo, poluição, permanência em locais úmidos e fechados, uso indiscriminado do ar condicionado e contato com pessoas gripadas ou resfriadas. O refluxo gastroesofágico constante também pode causar crises.

A aparição da bronquite pode ser amenizada ao evitar-se o tabagismo e ambientes com fumaça, lavar as mãos com frequência (pois diminui o risco de levar vírus e bactérias para as vias respiratórias), cuidar da hidratação (através da inalação e soro fisiológico), manter distância de inseticidas em spray e tomar vacina contra a gripe.

Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas e acomete cerca de 200 milhões de pessoas no mundo todo. Ela se manifesta quando pessoas que sofrem da doença se expõem a elementos como pólen, mofo, ácaros, poeira, poluição, pelos de animais e fumaça de cigarro. Contato com substâncias como tinta, desinfetantes e materiais de limpeza também podem servir de gatilho para as crises, pois irritam os brônquios quando aspiradas. Pode ser causada também por alergias alimentares em relação a produtos como leite, ovos, amendoim, soja, trigo, peixe, camarões e crustáceos em geral, saladas e frutas frescas. As mudanças climáticas ou quedas bruscas de temperatura também podem provocar a asma.

Tosse, retrações intercostais (repuxar a pele das costelas durante a respiração), deficiência respiratória que piora com a atividade física, respiração ofegante, padrão de respiração anormal, dor no peito e aperto no tórax são os sinais mais comuns da asma.

As crises podem ser evitadas ou abreviadas com o uso medicações de uso contínuo indicada por médico especialista. A prática de exercícios supervisionados também é indicada, pois controla o peso e evita a obesidade – um fator de risco importante. Estar  com bom índice de vitamina D e se vacinar contra a gripe são ações que devem ser tomadas. Em casa, é preciso evitar que bichos de estimação entrem na residência ou no quarto.

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